Cesta básica sobe 3,22% em janeiro em JP
7 de fevereiro de 2024
Redação

No primeiro mês de 2024, o custo da cesta básica aumentou em 16 das 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. A única redução ocorreu em Fortaleza (-1,91%). As elevações mais importantes foram registradas em Belo Horizonte (10,43%), Rio de Janeiro (7,20%), Brasília (6,27%) e Goiânia (6,18%).

Florianópolis foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 800,31), seguida por São Paulo (R$ 793,39), Rio de Janeiro (R$ 791,77) e Porto Alegre (R$ 791,16). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 528,48), Recife (R$ 550,51) e João Pessoa (R$ 559,77).

João Pessoa

Em janeiro de 2024, o preço da cesta básica da cidade de João Pessoa apresentou alta de 3,22% em relação a dezembro de 2023. A cesta da capital pessoense foi a terceira mais barata, com valor de R$ 559,77. Em comparação com janeiro de 2023, o valor é inferior em 6,71%.

Entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, 9 produtos que compõem a cesta básica tiveram alta nos preços médios: tomate (16,11%), feijão carioquinha (12,31%), arroz agulhinha (9,61%), óleo de soja (6,40%), banana (4,80%), café em pó (0,80%), açúcar refinado (0,47%), carne bovina de primeira (0,46%) e manteiga (0,20%). Outros dois produtos apresentaram queda de preço: leite integral (-0,79%) e pão francês (-0,62%). A farinha foi o único produto que apresentou variação nula.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 12 produtos da cesta: arroz agulhinha (27,30%), farinha (9,92%), manteiga (3,54%), açúcar refinado (3,15%), pão (3,17%) e banana (1,28%). Outros seis bens acumularam reduções: tomate (-33,87%), óleo de soja (-24,52%), feijão carioquinha (-16,01%), café em pó (-6,89%), leite integral (-6,12%) e carne bovina de primeira (-5,30%).

Em janeiro de 2024, o trabalhador de João Pessoa, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.412,00, precisou trabalhar 87 horas e 13 minutos para adquirir a cesta básica. Em 2023, quando o salário mínimo era de R$ 1.320,00, o tempo de trabalho necessário em dezembro foi de 90 horas e 23 minutos, e, em janeiro, de 101 horas e 23 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, no primeiro mês de 2024, 42,86% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em 2023, os percentuais foram de 44,41%, em dezembro, e de 49,82%, em janeiro.

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