Cesta básica sobe 2,98% em João Pessoa
10 de outubro de 2026
Redação

O preço da cesta básica em João Pessoa chegou a R$ 660,21 em setembro de 2026, um aumento de 2,98% em relação a agosto, quando custava R$ 641,13. A diferença representa um gasto adicional de R$ 19,08 para comprar os mesmos alimentos. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital paraibana, o custo dos alimentos acumula alta de 10,47% no ano e de 8,07% em relação a setembro de 2025. Apesar dos aumentos, João Pessoa registrou a quinta cesta mais barata entre as 27 capitais pesquisadas. Apenas Aracaju, Maceió, Salvador e Natal apresentaram valores menores.

Dos 12 produtos que compõem a cesta na cidade, oito ficaram mais caros em setembro. O tomate apresentou a maior alta mensal, de 14,73%, seguido pelo arroz agulhinha, com 6,78%.

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Também subiram os preços do açúcar cristal (4,17%), pão francês (3,67%), carne bovina de primeira (3,06%), leite integral (1,43%), óleo de soja (0,78%) e banana (0,41%).

Quatro alimentos tiveram redução: feijão carioca (-2,13%), manteiga (-1,72%), café em pó (-0,38%) e farinha de mandioca (-0,14%).

Feijão acumula alta de 42,33% em 12 meses

Embora tenha ficado mais barato em setembro, o feijão carioca apresentou o maior aumento na comparação com o mesmo mês de 2025: 42,33%. Em seguida aparecem o leite integral, com alta de 15,85%, e a carne bovina de primeira, com 12,63%.

No acumulado de 2026, o feijão também lidera os aumentos, com 37,69%. O leite subiu 17,95%, o tomate, 16,67%, e a banana, 14,22%.

Em sentido contrário, o café em pó ficou 12,62% mais barato no ano. O óleo de soja recuou 7,91%, e o açúcar cristal, 6,17%.

Compra exige quase 90 horas de trabalho

Para adquirir a cesta básica em setembro, um trabalhador de João Pessoa remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 89 horas e 36 minutos. Em agosto, eram necessárias 87 horas e um minuto.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra dos alimentos consumiu 44,03% da renda. No mês anterior, o comprometimento era de 42,76%.

Preços aumentaram em todas as capitais

A pesquisa registrou aumento no custo da cesta básica nas 27 capitais entre agosto e setembro. São Paulo apresentou o maior valor, de R$ 922,51, enquanto Aracaju teve o menor, de R$ 587,76.

A comparação entre capitais exige considerar diferenças na composição da cesta. No Norte e no Nordeste, a pesquisa utiliza uma quantidade menor de carne, inclui farinha de mandioca no lugar da farinha de trigo e não contempla a batata.

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