Cesta Básica em JP já compromete 45,11% do Mínimo
11 de maio de 2026
Redação

Pelo segundo mês consecutivo, o custo dos alimentos básicos registrou alta em todas as 27 capitais brasileiras. Em João Pessoa, a cesta básica acompanhou a tendência nacional e apresentou uma elevação de 3,60% no mês de abril, atingindo o valor de R$ 676,44.  

O cenário para o consumidor paraibano tem sido de aumentos persistentes. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a capital paraibana já registra uma alta expressiva de 13,18%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 5,44%.  

Vilões do prato e o impacto no bolso

Dos 12 produtos que compõem a cesta na região, nove ficaram mais caros entre março e abril. As maiores pressões vieram de itens essenciais na mesa das famílias:  

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Banana: Alta de 9,33%.  

Tomate: Elevação de 7,18%.  

Leite Integral: Subida de 4,63%.  

Feijão Carioca: Aumento de 4,18%.  

Outros itens como manteiga, carne bovina de primeira, arroz agulhinha, óleo de soja e pão francês também registraram variações positivas no período. Em contrapartida, apenas o açúcar cristal (-3,58%), o café em pó (-2,35%) e a farinha de mandioca (-0,59%) tiveram redução de preço.  

Poder de compra e salário necessário

O aumento constante dos preços reflete diretamente no esforço do trabalhador. Segundo dados do DIEESE em parceria com a Conab, o morador de João Pessoa que recebe um salário mínimo (R$ 1.621,00) precisou trabalhar 91 horas e 49 minutos em abril apenas para adquirir a cesta. Em março, esse tempo era menor: 88 horas e 37 minutos.  

Ao considerar o salário mínimo líquido (após o desconto de 7,5% da Previdência Social), o impacto é evidente: a compra dos alimentos básicos comprometeu 45,11% da renda líquida do trabalhador paraibano em abril.

Salário Mínimo necessário

Com base na cesta mais cara do país (São Paulo, R$ 906,14), o DIEESE estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas em abril de 2026 deveria ser de R$ 7.612,49 — o que equivale a 4,70 vezes o valor vigente.

Contexto da pesquisa

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é fruto de uma parceria firmada em 2024 entre a Conab e o DIEESE, que permitiu expandir o monitoramento de 17 para todas as 27 capitais do Brasil, fortalecendo as políticas de segurança alimentar e abastecimento no país.

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