Cesta básica em JP é a 3ª mais baixas de 17 capitais
10 de março de 2024
Redação

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 14 das 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre janeiro e fevereiro de 2024, as elevações mais importantes ocorreram no Rio de Janeiro (5,18%), em São Paulo (1,89%) e Salvador (1,86%). Já as reduções foram observadas em três capitais: Florianópolis (-2,12%), Goiânia (-0,41%) e Brasília (-0,08%).

João Pessoa

Em fevereiro de 2024, o custo da cesta básica da cidade de João Pessoa foi o terceira menor entre as 17 cidades, ficando em R$ 564,50, aumento de 0,84% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2023, a cesta caiu -5,93% e acumulou alta de 4,09% nos dois primeiros meses desse ano.

Entre janeiro e fevereiro de 2024, 5 dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: banana (6,50%), feijão carioquinha (4,88%), arroz agulhinha (3,19%), manteiga (1%) e carne (0,72%). Os demais produtos apresentaram redução: leite integral (-2,07%), pão francês (-1,54%), farinha (-1,36%), açúcar refinado (-0,94%), óleo de soja (-0,80%), café em pó (-0,23%) e tomate (-0,20%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram observadas elevações em 6 dos 12 produtos da cesta: arroz agulhinha (32,63%), banana (16,45%), farinha (6,12%), açúcar refinado (5,76%), manteiga (2,14%) e pão francês (0,57%). Foram registradas quedas em seis produtos: tomate (-38,18%), óleo de soja (-25,13%), feijão carioquinha (-10,25%), café em pó (-7,20%), leite integral (-4,64%) e carne bovina de primeira (-3,56%).

Em fevereiro de 2024, o trabalhador de João Pessoa, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.412,00, precisou trabalhar 87 horas e 57 minutos para adquirir a cesta básica, tempo maior do que em janeiro, quando precisou de 87 horas e 13 minutos. Em fevereiro de 2023, quando o salário mínimo era de R$ 1.302,00, foram necessárias 101 horas e 24 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em fevereiro de 2024, 43,22% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em janeiro, o percentual gasto foi de 42,86%. Já em fevereiro de 2023, o trabalhador comprometia 49,83% da renda líquida para comprar a cesta.

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