Cesta básica em JP cai 1,19% e é a 2ª mais barata
8 de abril de 2025
Redação

O valor da cesta básica de alimentos apresentou aumento em 14 das 17 capitais brasileiras, segundo a pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Entre fevereiro e março de 2025, as capitais da região Sul se destacaram com elevações significativas: Curitiba registrou alta de 3,61%, seguido por Florianópolis (3,00%) e Porto Alegre (2,85%). Em contrapartida, no Nordeste, algumas cidades apresentaram quedas nos preços, como Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%).

Na capital paraibana, João Pessoa, o custo da cesta básica foi de R$ 626,89, a segunda mais barata entre as 17 cidades analisadas. Essa redução de 1,19% em relação ao mês anterior contrasta com um aumento de 7,49% se comparado a março de 2024, e uma alta acumulada de 3,29% nos três primeiros meses de 2025.

A pesquisa revelou que, entre os 12 itens que compõem a cesta básica, sete apresentaram queda nos preços médios, destacando-se o tomate, que teve uma redução significativa de 18,61%. Outros itens, como leite integral UHT (-2,28%) e óleo de soja (-2,09%), também contribuíram para a diminuição. No entanto, nem todos os produtos seguiram essa tendência; cinco itens, incluindo café em pó (5,61%) e banana (4,03%), registraram aumentos.

Em um panorama mais amplo, o DIEESE calcula que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em março de 2025 deveria ser de R$ 7.398,94, equivalente a 4,87 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.518,00. Esse valor é um reflexo das necessidades básicas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Os dados demonstram que, no geral, todos os estados enfrentam um aumento no custo da cesta básica em comparação ao ano anterior, com variações que vão de 1,83%, em Porto Alegre, a 9,69%, em Fortaleza. A situação reflete os desafios econômicos que as famílias brasileiras enfrentam, destacando a importância do acompanhamento constante dos preços dos alimentos e a necessidade de políticas públicas que garantam a segurança alimentar da população.

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