Capitais do Nordeste ampliam atração por imóveis
18 de agosto de 2026
Redação

Capitais do nordeste ampliaram participação entre os mercados imobiliários mais atrativos do país no segundo trimestre de 2026, segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a CBIC. O principal destaque foi Fortaleza (CE), que avançou simultaneamente nos segmentos econômico, médio e alto padrão. Recife (PE) também ganhou posições nos rankings econômico e médio, enquanto Maceió (AL) registrou um dos maiores saltos do período na categoria de médio padrão.

“A demanda permanece forte nas capitais consolidadas, mas cidades como Fortaleza passam a reunir condições para sustentar crescimento simultâneo em diferentes segmentos de renda, Neste trimestre tivemos o crescimento notável da capital no alto padrão, mostrando oportunidades para novos lançamentos e investimentos”, explica Gabriela Torres, gerente Executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge.

O IDI Brasil reúne dados reais de transações imobiliárias para mostrar, de forma objetiva, o desempenho do mercado em cada cidade. Na plataforma gratuita é possível consultar todas as 84 cidades analisadas e a metodologia completa.

O que explica o avanço de Fortaleza?
 

O desempenho de Fortaleza nesta rodada reflete uma combinação de fatores econômicos, urbanos e empresariais. Para Clausens Duarte, Vice-Presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, essa força não nasce de um único fator. Ela resulta da combinação entre crescimento econômico, geração de empregos, organização urbana e uma cultura empresarial formada em um ambiente historicamente desafiador. “Fortaleza não aparece apenas como um mercado que vende bem. A demanda permanece forte, e isso amplia a capacidade de sustentar novos projetos”, destaca.
 

Na avaliação de Duarte, parte desse desempenho está ligado a diversificação da economia cearense. A expansão de setores como tecnologia, infraestrutura digital, data centers, energias renováveis e hidrogênio verde vem atraindo investimentos, ampliando a geração de empregos qualificados e fortalecendo a renda da população. “Essas atividades criam empregos qualificados e elevam a renda disponível. O efeito se espalha pelo setor de serviços, predominante nas grandes cidades, fazendo o dinheiro circular e chegando ao mercado imobiliário pela procura direta por moradia e pela confiança necessária para assumir compromissos de longo prazo”, afirma.
 

Outro fator apontado por ele é a configuração urbana de Fortaleza. A capital reúne uma das maiores densidades demográficas entre as cidades brasileiras, característica que permite melhor aproveitamento da infraestrutura existente e maior diluição do custo dos terrenos entre os empreendimentos. “Quando o adensamento é acompanhado por infraestrutura e regras adequadas, a terra pesa menos no preço final do imóvel e os serviços urbanos podem ser oferecidos de maneira mais eficiente”, explica.
 

O fortalecimento da demanda também é observado em outras capitais nordestinas. Recife avançou da 9ª para a 5ª posição no segmento econômico e alcançou o 4º lugar nacional no médio padrão, enquanto Maceió registrou um dos maiores avanços da edição ao saltar da 65ª para a 43ª colocação no médio padrão. Os resultados reforçam que o protagonismo da região vai além de Fortaleza e indicam um mercado imobiliário cada vez mais diversificado no Nordeste.

Mercado nacional exige maior precisão nos lançamentos

Dados da CBIC mostram que, entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, os lançamentos cresceram 6,4%, enquanto as vendas avançaram 1,9%, elevando a oferta de imóveis em 8% no Brasil.

Para José Carlos Martins, membro do conselho consultivo da CBIC, esse cenário aumenta a importância do uso de inteligência de mercado na definição de novos empreendimentos. “O mercado continua aquecido, mas o crescimento da oferta exige decisões cada vez mais assertivas. Não basta lançar mais empreendimentos; é preciso identificar onde existe demanda consistente, qual público está comprando e quais características o produto precisa ter para atender esse mercado”, explica.

Segundo Martins, políticas públicas também continuam sustentando parte da demanda, especialmente no segmento econômico. “Programas como o Minha Casa, Minha Vida seguem ampliando o acesso ao crédito habitacional. Em muitos estados e municípios, os subsídios para entrada também contribuem para manter o mercado aquecido”.

O executivo destaca ainda que a busca pela casa própria continua sendo um dos principais motores do mercado. “O brasileiro continua buscando seu imóvel próprio. Levantamento da CBIC mostra que 89% dos compradores adquirem um imóvel para moradia e, desse total, 32% buscam sair do aluguel. O uso inteligente desses dados permite que incorporadoras tomem decisões mais assertivas e reduzam o risco de ofertar empreendimentos desalinhados às necessidades reais do mercado”.
 

Ranking do Padrão Econômico | Renda Familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil

As Top 10 do ranking do padrão econômico são:

  1. Fortaleza
  2. São Paulo
  3. Curitiba
  4. Goiânia
  5. Recife
  6. Salvador
  7. Brasília
  8. Belo Horizonte
  9. Rio de Janeiro
  10. Aracaju

Ranking do Médio Padrão | Renda Familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil

As Top 10 do ranking do médio padrão são:

  1. São Paulo
  2. Curitiba
  3. Goiânia
  4. Recife
  5. Brasília
  6. Maringá
  7. Fortaleza
  8. Itajaí
  9. Belo Horizonte
  10. Rio de Janeiro

Ranking do Alto Padrão | Renda Familiar acima de R$ 24 mil

As Top 10 do ranking do alto padrão são:

  1. Brasília
  2. São Paulo
  3. Fortaleza
  4. Goiânia
  5. Rio de Janeiro
  6. Curitiba
  7. Recife
  8. Florianópolis
  9. Porto Belo
  10. Itajaí
     

Sobre o Sienge

O Sienge, Ecossistema de Tecnologia e Negócios da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, é líder em soluções especialistas para o setor. Está no mercado há mais de três décadas, sempre em evolução contínua. Oferece a maior cobertura de gestão da cadeia da incorporação no Brasil. Suas soluções de tecnologia e negócios permitem uma integração de ponta a ponta, do pré-obra ao pós-venda, e apoiam mais de 10 mil clientes, de todos os estados do Brasil, conectando mais de 1,2 milhão de profissionais do setor através de suas soluções, comunidades e blogs especializados. As soluções fazem parte do portifólio da Starian, empresa brasileira de tecnologia para o mercado privado, especialista também nos setores de inteligência legal, governança e compliance e eficiência operacional.

Sobre o CV CRM  

O CV CRM é a solução especialista em marketing e vendas do mercado imobiliário, pioneira em proporcionar uma jornada completa do cliente. Promove uma experiência humanizada e personalizada através da tecnologia e impulsiona a desburocratização da compra de imóveis no Brasil. Atende mais de 1.000 clientes, mais de 30 mil imobiliárias e 230 mil corretores em todas as regiões brasileiras. É uma das soluções de tecnologia do Sienge, o Ecossistema da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, que conecta a cadeia da incorporação de ponta a ponta.

Sobre o Grupo Prospecta

O Grupo Prospecta é referência nacional em Inteligência de Mercado no setor imobiliário, liderado por Cristiano Rabelo, especialista em planos econômico-financeiros. Com tecnologias de ponta e metodologias exclusivas, transforma dados complexos em decisões estratégicas, oferecendo análises completas sobre dinâmica econômica, demanda e oferta. Seu propósito é tornar o intangível tangível, garantindo clara e segurança aos clientes no mercado imobiliário.

Sobre a CBIC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção é porta-voz e representante nacional da indústria da construção. Com 67 anos de atuação, ela integra o ecossistema do setor no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. A CBIC reúne 98 sindicatos e associações patronais do setor da construção, nos 26 estados e Distrito Federal, representando 170 mil empresas e cerca de três milhões e trabalhadores com carteira assinada.

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