Capitais do nordeste ampliaram participação entre os mercados imobiliários mais atrativos do país no segundo trimestre de 2026, segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a CBIC. O principal destaque foi Fortaleza (CE), que avançou simultaneamente nos segmentos econômico, médio e alto padrão. Recife (PE) também ganhou posições nos rankings econômico e médio, enquanto Maceió (AL) registrou um dos maiores saltos do período na categoria de médio padrão.
“A demanda permanece forte nas capitais consolidadas, mas cidades como Fortaleza passam a reunir condições para sustentar crescimento simultâneo em diferentes segmentos de renda, Neste trimestre tivemos o crescimento notável da capital no alto padrão, mostrando oportunidades para novos lançamentos e investimentos”, explica Gabriela Torres, gerente Executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge.
O IDI Brasil reúne dados reais de transações imobiliárias para mostrar, de forma objetiva, o desempenho do mercado em cada cidade. Na plataforma gratuita é possível consultar todas as 84 cidades analisadas e a metodologia completa.
O que explica o avanço de Fortaleza?
O desempenho de Fortaleza nesta rodada reflete uma combinação de fatores econômicos, urbanos e empresariais. Para Clausens Duarte, Vice-Presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, essa força não nasce de um único fator. Ela resulta da combinação entre crescimento econômico, geração de empregos, organização urbana e uma cultura empresarial formada em um ambiente historicamente desafiador. “Fortaleza não aparece apenas como um mercado que vende bem. A demanda permanece forte, e isso amplia a capacidade de sustentar novos projetos”, destaca.
Na avaliação de Duarte, parte desse desempenho está ligado a diversificação da economia cearense. A expansão de setores como tecnologia, infraestrutura digital, data centers, energias renováveis e hidrogênio verde vem atraindo investimentos, ampliando a geração de empregos qualificados e fortalecendo a renda da população. “Essas atividades criam empregos qualificados e elevam a renda disponível. O efeito se espalha pelo setor de serviços, predominante nas grandes cidades, fazendo o dinheiro circular e chegando ao mercado imobiliário pela procura direta por moradia e pela confiança necessária para assumir compromissos de longo prazo”, afirma.
Outro fator apontado por ele é a configuração urbana de Fortaleza. A capital reúne uma das maiores densidades demográficas entre as cidades brasileiras, característica que permite melhor aproveitamento da infraestrutura existente e maior diluição do custo dos terrenos entre os empreendimentos. “Quando o adensamento é acompanhado por infraestrutura e regras adequadas, a terra pesa menos no preço final do imóvel e os serviços urbanos podem ser oferecidos de maneira mais eficiente”, explica.
O fortalecimento da demanda também é observado em outras capitais nordestinas. Recife avançou da 9ª para a 5ª posição no segmento econômico e alcançou o 4º lugar nacional no médio padrão, enquanto Maceió registrou um dos maiores avanços da edição ao saltar da 65ª para a 43ª colocação no médio padrão. Os resultados reforçam que o protagonismo da região vai além de Fortaleza e indicam um mercado imobiliário cada vez mais diversificado no Nordeste.
Mercado nacional exige maior precisão nos lançamentos
Dados da CBIC mostram que, entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, os lançamentos cresceram 6,4%, enquanto as vendas avançaram 1,9%, elevando a oferta de imóveis em 8% no Brasil.
Para José Carlos Martins, membro do conselho consultivo da CBIC, esse cenário aumenta a importância do uso de inteligência de mercado na definição de novos empreendimentos. “O mercado continua aquecido, mas o crescimento da oferta exige decisões cada vez mais assertivas. Não basta lançar mais empreendimentos; é preciso identificar onde existe demanda consistente, qual público está comprando e quais características o produto precisa ter para atender esse mercado”, explica.
Segundo Martins, políticas públicas também continuam sustentando parte da demanda, especialmente no segmento econômico. “Programas como o Minha Casa, Minha Vida seguem ampliando o acesso ao crédito habitacional. Em muitos estados e municípios, os subsídios para entrada também contribuem para manter o mercado aquecido”.
O executivo destaca ainda que a busca pela casa própria continua sendo um dos principais motores do mercado. “O brasileiro continua buscando seu imóvel próprio. Levantamento da CBIC mostra que 89% dos compradores adquirem um imóvel para moradia e, desse total, 32% buscam sair do aluguel. O uso inteligente desses dados permite que incorporadoras tomem decisões mais assertivas e reduzam o risco de ofertar empreendimentos desalinhados às necessidades reais do mercado”.
Ranking do Padrão Econômico | Renda Familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil
As Top 10 do ranking do padrão econômico são:
Ranking do Médio Padrão | Renda Familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil
As Top 10 do ranking do médio padrão são:
Ranking do Alto Padrão | Renda Familiar acima de R$ 24 mil
As Top 10 do ranking do alto padrão são:
Sobre o Sienge
O Sienge, Ecossistema de Tecnologia e Negócios da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, é líder em soluções especialistas para o setor. Está no mercado há mais de três décadas, sempre em evolução contínua. Oferece a maior cobertura de gestão da cadeia da incorporação no Brasil. Suas soluções de tecnologia e negócios permitem uma integração de ponta a ponta, do pré-obra ao pós-venda, e apoiam mais de 10 mil clientes, de todos os estados do Brasil, conectando mais de 1,2 milhão de profissionais do setor através de suas soluções, comunidades e blogs especializados. As soluções fazem parte do portifólio da Starian, empresa brasileira de tecnologia para o mercado privado, especialista também nos setores de inteligência legal, governança e compliance e eficiência operacional.
Sobre o CV CRM
O CV CRM é a solução especialista em marketing e vendas do mercado imobiliário, pioneira em proporcionar uma jornada completa do cliente. Promove uma experiência humanizada e personalizada através da tecnologia e impulsiona a desburocratização da compra de imóveis no Brasil. Atende mais de 1.000 clientes, mais de 30 mil imobiliárias e 230 mil corretores em todas as regiões brasileiras. É uma das soluções de tecnologia do Sienge, o Ecossistema da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, que conecta a cadeia da incorporação de ponta a ponta.
Sobre o Grupo Prospecta
O Grupo Prospecta é referência nacional em Inteligência de Mercado no setor imobiliário, liderado por Cristiano Rabelo, especialista em planos econômico-financeiros. Com tecnologias de ponta e metodologias exclusivas, transforma dados complexos em decisões estratégicas, oferecendo análises completas sobre dinâmica econômica, demanda e oferta. Seu propósito é tornar o intangível tangível, garantindo clara e segurança aos clientes no mercado imobiliário.
Sobre a CBIC
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção é porta-voz e representante nacional da indústria da construção. Com 67 anos de atuação, ela integra o ecossistema do setor no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. A CBIC reúne 98 sindicatos e associações patronais do setor da construção, nos 26 estados e Distrito Federal, representando 170 mil empresas e cerca de três milhões e trabalhadores com carteira assinada.