A busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 9,8% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 9,9%, as mais elevadas entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as médias empresas (6,2%) e as grandes (3,6%), indicando crescimento mais moderado entre companhias de maior porte.
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda segue refletindo o contexto econômico atual. “A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda das empresas por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão. Em perspectiva histórica, o ritmo atual de crescimento se aproxima daquele observado entre meados de 2021, período em que a demanda por crédito manteve taxas de expansão anual em dois dígitos. Naquele momento, o cenário foi marcado pela reabertura da economia e por condições financeiras ainda mais estimulativas. A comparação chama atenção porque, diferentemente daquele contexto, o avanço atual ocorre sob condições financeiras mais restritivas, sugerindo que o crédito tem sido demandado menos para expansão de investimentos e mais como instrumento de sustentação do capital de giro e de gestão do fluxo de caixa, em um cenário de desaceleração da atividade e maior pressão sobre as margens das empresas.”
Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período. O setor de Serviços registrou variação de 14,4%, seguido pelo grupo “Demais” (13,6%), que contempla empresas dos segmentos Primário, Financeiro e do Terceiro Setor. Na sequência, aparecem a Indústria (7,7%) e o Comércio (4,7%), com variações mais moderadas.
Crescimento da demanda por crédito na maior parte das Unidades Federativas
Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que com intensidades distintas entre os estados. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (22,4%), Roraima (21%) e Amazonas (16,2%). Na sequência, também se destacaram Mato Grosso (15,7%) e Santa Catarina (14,2%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados em Pernambuco (2%), Espírito Santo (2,3%) e Rio de Janeiro (5,3%).
Busca das empresas por crédito cresce 9,8% no acumulado em janeiro, aponta Serasa Experian
· Micro e pequenas empresas registraram variação de 9,9%, a mais elevada entre os portes;
· Mato Grosso do Sul (22,4%), Roraima (21%) e Amazonas (16,2%) apresentaram os maiores avanços entre os estados.
São Paulo, 14 de abril de 2026 – A busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 9,8% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 9,9%, as mais elevadas entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as médias empresas (6,2%) e as grandes (3,6%), indicando crescimento mais moderado entre companhias de maior porte.
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda segue refletindo o contexto econômico atual. “A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda das empresas por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão. Em perspectiva histórica, o ritmo atual de crescimento se aproxima daquele observado entre meados de 2021, período em que a demanda por crédito manteve taxas de expansão anual em dois dígitos. Naquele momento, o cenário foi marcado pela reabertura da economia e por condições financeiras ainda mais estimulativas. A comparação chama atenção porque, diferentemente daquele contexto, o avanço atual ocorre sob condições financeiras mais restritivas, sugerindo que o crédito tem sido demandado menos para expansão de investimentos e mais como instrumento de sustentação do capital de giro e de gestão do fluxo de caixa, em um cenário de desaceleração da atividade e maior pressão sobre as margens das empresas.” Veja, no gráfico e na tabela abaixo o detalhamento da demanda das empresas por recursos financeiros, geral e por porte:
Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período. O setor de Serviços registrou variação de 14,4%, seguido pelo grupo “Demais” (13,6%), que contempla empresas dos segmentos Primário, Financeiro e do Terceiro Setor. Na sequência, aparecem a Indústria (7,7%) e o Comércio (4,7%), com variações mais moderadas. Confira o detalhamento desta visão na tabela a seguir:
Crescimento da demanda por crédito na maior parte das Unidades Federativas
Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que com intensidades distintas entre os estados. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (22,4%), Roraima (21%) e Amazonas (16,2%). Na sequência, também se destacaram Mato Grosso (15,7%) e Santa Catarina (14,2%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados em Pernambuco (2%), Espírito Santo (2,3%) e Rio de Janeiro (5,3%). Confira essa visão no gráfico abaixo:
Variação anual também registra avanço
Na comparação anual, a demanda por crédito das empresas cresceu 11,1% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os portes, as micro e pequenas empresas registraram variação de 11,3%, seguidas pelas grandes (8,4%) e pelas médias empresas (6,3%). Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período, com destaque para o grupo classificado como “Demais”, que engloba empresas dos segmentos Primário, Financeiro e do Terceiro Setor, (22,2%), seguido por Serviços (15,6%), Indústria (9,5%) e Comércio (5,1%).
Metodologia do indicador
O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CNPJs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre empresas e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF, setor e porte.