Brasileiro vive sem margem para imprevistos
9 de junho de 2026
Redação

Em meio ao aumento do custo de vida e à dificuldade crescente de equilibrar despesas básicas, um estudo realizado pelo Velotax, aplicativo especializado em soluções de crédito, mostra que a maior parte dos brasileiros vive hoje sem reserva suficiente para absorver imprevistos. Segundo o estudo, 57,6% classificam a própria vida financeira como “mais ou menos”, enquanto 84,2% relatam enfrentar apertos financeiros recorrentes ao longo do mês. Outros 37% afirmam não conseguir sustentar a situação atual por mais de 30 dias sem alguma solução imediata.

Apesar do avanço da pressão financeira, o Brasil atingiu mais de 82 milhões de inadimplentes em 2026, segundo a Serasa, e os dados indicam um cenário marcado menos pela inadimplência extrema e mais pela ausência de margem financeira. Dívidas e parcelas lideram entre os principais fatores de pressão sobre o orçamento, seguidos por imprevistos, aluguel e contas básicas. Entre os entrevistados, 55,1% possuem renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, faixa em que há renda suficiente para manter despesas fixas, mas pouca capacidade de reação diante de emergências financeiras.

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A pesquisa também revela um comportamento financeiro pautado pela tentativa de reorganização antes da contratação de crédito. Ao enfrentar dificuldades, 39% afirmam buscar renda extra como primeira alternativa, enquanto 24,2% tentam resolver a situação sozinhos. O crédito aparece posteriormente como ferramenta emergencial, movimento que reforça a percepção mais cautelosa da população em relação ao endividamento.

Outro dado que chama atenção é o peso emocional associado à vida financeira. Esperança aparece como principal sentimento para 42,7% dos entrevistados, mas ansiedade já representa 25,8% das respostas. Mais da metade afirma conviver com a sensação de que “deveria estar melhor financeiramente”, enquanto 55,7% dizem já ter resolvido problemas financeiros em silêncio para evitar exposição ou constrangimento.

Na avaliação de Victor Savioli, cofundador do Velotax, os dados mostram uma população que ainda mantém capacidade de reação, mas opera em um limite financeiro constante.

“A pesquisa revela um brasileiro que continua tentando reorganizar a própria vida financeira antes de recorrer ao crédito. Existe um esforço real para gerar renda, equilibrar despesas e manter as contas funcionando. Ao mesmo tempo, os dados mostram como milhões de pessoas vivem sem margem para absorver qualquer imprevisto. Isso reforça a importância de ampliar o acesso à informação financeira prática, com linguagem acessível e soluções transparentes”, afirma.

O levantamento também aponta mudanças nas prioridades financeiras da população. Organização financeira prática foi o tema mais procurado pelos participantes, com 1.938 menções, superando assuntos ligados a investimentos ou enriquecimento rápido. YouTube lidera entre os canais mais consumidos para conteúdos financeiros, seguido por Instagram e WhatsApp.

O estudo foi realizado entre 2 e 31 de janeiro de 2026, por meio de formulário estruturado com 61 perguntas fechadas e abertas. Ao todo, 4.571 pessoas participaram da pesquisa em diferentes regiões do país. A amostra possui distribuição de gênero próxima do equilíbrio, com 52,8% de homens e 46,9% de mulheres. A maior concentração etária está entre 35 e 54 anos, faixa que representa 53,8% dos entrevistados. Regionalmente, o Sudeste concentra 58,2% da base identificada, seguido pelo Nordeste, com 20,3%.

Sobre o Velotax
Velotax é uma empresa brasileira de crédito digital, com aplicativo e site (www.velotax.com.br) – 100% online. Oferece empréstimo pessoal sem garantia e antecipação da restituição do imposto de renda (IRPF), que aprova até pessoas negativadas. Mantém RA1000, o selo máximo de reputação do Reclame Aqui na categoria Empréstimos, com 95,8% de soluções e nota 9,3/10 dos clientes. Mais de 3 milhões de downloads. Pagamento via Pix em até 30 minutos após aprovação. Regulada pelo BACEN. Fundada em 2020 por Eduardo Esmanhotto e Victor Savioli (ex-J.P.Morgan), captou R$ 125 milhões em Série A em 2025 com os fundos QED Investors, Valor Capital e Picus Capital

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