A Black Friday de 2026, marcada para 27 de novembro, deve movimentar US$ 12,9 bilhões em vendas online nos Estados Unidos, alta de 9,2% em relação ao ano passado, segundo projeção da Adobe Digital Insights divulgada em 28 de setembro. A Cyber Week, que reúne os cinco dias entre o feriado de Ação de Graças e a Cyber Monday, deve somar US$ 47,5 bilhões, e a temporada completa, de 1.º de novembro a 31 de dezembro, tem previsão de US$ 275,1 bilhões no comércio eletrônico americano, o maior valor já registrado.
Boa parte desse consumo já passa por vendedores de fora dos Estados Unidos, mas com forte concentração geográfica. De acordo com o relatório anual da SellerSprite, empresa de inteligência de dados para vendedores da Amazon, publicado em fevereiro de 2026, os vendedores chineses responderam por 54,6% da base do marketplace americano da empresa em 2025. Para Diego Sampaio, fundador e CEO da Globalfy, plataforma que já ajudou mais de 12 mil founders de mais de 100 países a abrir e gerenciar empresas nos Estados Unidos, esse cenário indica espaço para empreendedores de outras regiões.
“Quando mais da metade dos vendedores estrangeiros vem de um único país, fica claro que empreendedores de muitos outros lugares ainda não chegaram a esse mercado. Existe gente na América Latina, na Europa e em outras regiões com produto competitivo que ainda olha para a Black Friday americana como consumidor, e não como vendedor”, afirma Sampaio.
Mais de 200 milhões de consumidores em cinco dias
O tamanho do público ajuda a explicar o interesse. Pesquisa da National Retail Federation (NRF) com a Prosper Insights & Analytics, divulgada em 2 de dezembro de 2025, apontou que 202,9 milhões de pessoas fizeram compras entre o Dia de Ação de Graças e a Cyber Monday do ano passado, recorde histórico. Desse total, 134,9 milhões compraram pela internet, 9% a mais que em 2024. Segundo a Adobe, a Black Friday de 2025 movimentou US$ 11,8 bilhões online, e a Cyber Monday chegou a US$ 14,25 bilhões, recorde para um único dia no país.
O Brasil ajuda a ilustrar a distância entre potencial e presença. Levantamento divulgado pela Amazon em 2024 indicava que cerca de 4% dos 78 mil vendedores brasileiros da plataforma exportavam para os Estados Unidos e outros países. Já o estudo “Do Brasil para o Mundo: Internacionalização de Scale-Ups Brasileiras”, da Endeavor Brasil, divulgado em março de 2026, mostra que 63% das empresas brasileiras internacionalizadas escolheram os Estados Unidos como primeiro destino, mas só 14% das fundadas entre 2020 e 2024 pretendem iniciar a expansão nos próximos seis meses.
Estrutura precisa estar pronta antes da data
Para vender diretamente ao consumidor americano em plataformas como Amazon e Shopify, o caminho mais comum entre estrangeiros é a abertura de uma LLC (Limited Liability Company), estrutura que permite faturar em dólar, abrir conta bancária nos Estados Unidos e receber pagamentos de forma regular. A empresa pode ser constituída de forma remota, sem visto e sem residência no país, e Delaware, Wyoming e Flórida estão entre os estados mais procurados pelos clientes da Globalfy.
O calendário pesa contra quem deixa a decisão para a última hora. Abertura da empresa, conta bancária, cadastro nas plataformas e envio de estoque para centros de distribuição americanos levam semanas, e a oportunidade não se limita ao fim de ano.
“Quem começar a se estruturar agora talvez não chegue à Black Friday deste ano com a operação completa, mas estará pronto para o Natal, para o início de 2027 e para a próxima temporada, porque a janela vai muito além de novembro. O erro mais comum entre empreendedores estrangeiros é esperar a data passar para só então começar a pensar no assunto”, conclui Sampaio.
Sobre a Globalfy
A Globalfy é uma plataforma completa que auxilia empreendedores a abrir, estruturar e gerenciar suas empresas nos Estados Unidos. Com 11 anos de atuação no mercado, já atendeu mais de 12 mil founders e atende clientes em mais de 100 países, unindo tecnologia, compliance e suporte especializado em todas as etapas da jornada, da abertura à gestão fiscal do dia a dia. Fundada por Diego Sampaio (CEO) e Eva Palatinsky (CPO). Mais informações em www.globalfy.com