Azul suspende voos em 12 cidades; PB não entra na lista
26 de janeiro de 2025
Redação

A Azul Linhas Aéreas anunciou na última sexta-feira, 24 de janeiro de 2025, a suspensão de suas operações em 12 cidades brasileiras, com início programado para o dia 10 de março. A decisão foi motivada por um aumento significativo nos custos operacionais, além de questões relacionadas à disponibilidade de frota e a necessidade de ajustar a oferta à demanda.

As cidades afetadas pela suspensão incluem:

  • Barreirinhas (MA)
  • Cabo Frio (RJ)
  • Campos (RJ)
  • Correia Pinto (SC)
  • Crateús (CE)
  • Iguatú (CE)
  • Mossoró (RN)
  • Parnaíba (PI)
  • Rio Verde (GO)
  • São Benedito (CE)
  • São Raimundo Nonato (PI)
  • Sobral (CE)

Em comunicado à imprensa, a companhia destacou que “está sempre avaliando as possibilidades e necessidades de mercado e, consequentemente, mudanças fazem parte do planejamento operacional”. A Azul também informou que, a partir de 3 de março, os voos para Fernando de Noronha (PE) serão realizados exclusivamente a partir do aeroporto de Recife (PE). Além disso, a partir de 10 de março, os voos que partem de Juazeiro do Norte (CE) terão como destino o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), que é o principal hub da Azul.

A companhia aérea também anunciou readequações nas operações do aeroporto de Caruaru (PE), que passarão a ser realizadas com aeronaves Cessna Grand Caravan, com capacidade para nove passageiros, devido à baixa ocupação.

Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, negou que a empresa esteja “enxugando” sua malha, afirmando que o cancelamento de algumas rotas é uma resposta normal ao cenário atual, especialmente em função da alta do dólar.

Essas mudanças ocorrem em um contexto de negociações entre a Azul e a holding controladora da Gol, visando uma potencial fusão de operações. Caso a união se concretize, a nova companhia resultante teria cerca de 60% do mercado de voos domésticos no Brasil, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Especialistas do setor consideram que uma fusão entre as duas empresas seria um “mal necessário”, dado que, se não ocorrer, ambas teriam que buscar alternativas para garantir a sustentabilidade de suas operações, especialmente a Gol, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos.

A Azul, que até o momento não recorreu a processos de recuperação judicial, chegou a um acordo no ano passado com arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos para liquidar aproximadamente R$ 3 bilhões em dívidas em troca de participação acionária.

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