O Atlas Filipeia – Mapas da Cidade, portal de informações geográficas da Prefeitura de João Pessoa, consolidou sua relevância ao ultrapassar a marca de 1,3 milhão de acessos. A plataforma reúne um conjunto diversificado de funcionalidades voltadas à disseminação de informações geográficas, incluindo um atlas com perfis detalhados dos 64 bairros da Capital, que contemplam dados populacionais, indicadores demográficos e aspectos históricos – e permite visualizar mapas de forma interativa.
“O número é considerado expressivo, sobretudo por se tratar do consumo de uma ferramenta que fornece informações geográficas”, disse Carlos Ribeiro, diretor de Geoprocessamento da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Segundo ele, o Filipeia é amplamente utilizado por profissionais como topógrafos, engenheiros, arquitetos, estudantes e técnicos de diversas áreas, além da população em geral. “Na prática, o sistema tem se tornado um instrumento essencial para quem precisa localizar, identificar e representar imóveis com precisão”, destacou.
Na cidade de João Pessoa, conforme o diretor de Geoprocessamento da Seplan, essa demanda apresenta uma característica peculiar: a necessidade frequente de visualização cartográfica dos imóveis. Um dos recursos mais buscados é o chamado ‘Mapa da quadra’, amplamente conhecido como ‘overlay’, que permite ao cidadão se situar espacialmente e identificar seu imóvel.
“Esse tipo de ferramenta é amplamente utilizado em diversos tipos de processos administrativos e por diversos outros órgãos fora da esfera municipal, nos quais a representação espacial do imóvel é fundamental para a formalização, localização e identificação dos imóveis em João Pessoa”, alegou.
A Prefeitura informa que não há qualquer burocracia para acesso do Atlas Filipeia, sendo o mesmo acessível gratuitamente através do portal oficial da cidade de João Pessoa (https://www.joaopessoa.pb.gov.br/), em Programas e Projetos, ou através do link: https://filipeia.joaopessoa.pb.gov.br/.
“Mais do que uma inovação, a proposta pode ser entendida como uma iniciativa alinhada às geotecnologias, cujo princípio é ampliar o acesso a dados que, historicamente, estiveram concentrados no poder público”, disse Carlos Ribeiro, acrescentando que “ao tornar essas informações disponíveis, abre-se espaço para que diferentes públicos — de especialistas a cidadãos comuns — possam compreender, analisar e utilizar melhor o território urbano”.
Outro destaque é a presença de registros sobre a evolução da cidade, com acesso a mapas históricos de grande valor documental — como o de 1942, elaborado com apoio de militares norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, período em que estiveram na região Nordeste.

O diretor de Geoprocessamento da Seplan afirmou que, além disso, a plataforma amplia as possibilidades de uso ao oferecer dados em múltiplos formatos. “Para além do tradicional PDF, as informações podem ser baixadas e manipuladas em diferentes extensões, permitindo que profissionais desenvolvam seus próprios mapas, análises e aplicações a partir da base disponibilizada”, justifica.
O Atlas Filipeia – Mapas da Cidade não se configura como uma iniciativa pioneira no Brasil. Ferramentas semelhantes já são adotadas por diversos municípios, sobretudo nas grandes capitais, por meio dos chamados SIGWeb — sistemas de informação geográfica disponibilizados na internet.
“Essas plataformas se destacam pelo caráter interativo, permitindo que o usuário selecione, sobreponha e personalize camadas de informação conforme seu interesse. Ao tornar os dados públicos e acessíveis, os SIGWeb fortalecem a transparência e ampliam o uso das informações territoriais por técnicos, pesquisadores e pela população em geral”, garantiu Carlos Ribeiro.
O diferencial do Filipeia está na proposta e implantação de uma ferramenta que surgiu a partir do engajamento dos próprios servidores públicos, sem a necessidade de contratação de soluções externas ou de investimentos específicos voltados exclusivamente ao desenvolvimento da plataforma.
Além disso, seu lançamento coincidiu com ações estratégicas, como o recadastramento imobiliário e a revisão do Plano Diretor, que resultaram na produção de uma base de dados robusta e qualificada. Esse conjunto de informações, de alto valor técnico, passou então a ser disponibilizado de maneira aberta.
“Nesse sentido, a iniciativa reforça um princípio fundamental da gestão pública: informações produzidas com recursos públicos devem ser devolvidas à sociedade de forma acessível, clara e transparente, permitindo que qualquer cidadão possa conhecer, analisar e se apropriar dos dados sobre a cidade”, concluiu o diretor.
O gerenciamento Filipeia – Mapas da Cidade é exercida no âmbito da Secretaria de Planejamento, por meio da Unidade de Geotecnologia e Cadastro Municipal. Essa unidade é responsável pela gestão, atualização e organização das bases de dados geográficas, assegurando a consistência e a disponibilização das informações no sistema.