Arquitetos querem IA sem prompts complicados
8 de julho de 2026
Redação

A inteligência artificial virou parte da rotina de muitos escritórios de arquitetura nos últimos anos, mas o uso dessas ferramentas ainda gera dificuldades para profissionais da área. Em 2026, arquitetos relatam que grande parte das plataformas disponíveis exige prompts longos e detalhados para gerar imagens mais próximas do resultado esperado, o que acaba tornando o processo mais técnico e demorado.
 

O problema acontece principalmente com ferramentas de IA generativa criadas para uso amplo, e não exclusivamente para arquitetura. Para conseguir um render mais fiel, muitos profissionais precisam descrever materiais, iluminação, estilo, enquadramento e até limitações do projeto em comandos extensos. Mesmo assim, erros como alteração de proporções, mudanças em estruturas e inclusão de objetos inexistentes ainda aparecem com frequência.
 

O cenário reflete uma mudança no mercado. Se antes a renderização tradicional exigia horas de processamento em softwares específicos, agora a pressão está na velocidade de entrega. Escritórios buscam soluções capazes de acelerar apresentações comerciais e aprovações com clientes sem aumentar o tempo de produção.

Dados da consultoria internacional MarketsandMarkets apontam que o mercado global de inteligência artificial aplicada à arquitetura, engenharia e construção deve continuar crescendo ao longo de 2026, impulsionado principalmente pela busca por automação e ganho de produtividade no setor.

Nesse contexto, empresas especializadas começam a apostar em ferramentas voltadas especificamente para arquitetura e design de interiores. É o caso do Redraw, plataforma brasileira que utiliza inteligência artificial treinada para interpretar projetos arquitetônicos e gerar renders sem exigir comandos complexos do usuário.

Segundo Alexandre Kuhn, cofundador do Redraw, o mercado começa a buscar soluções mais simples e práticas. “O arquiteto quer subir o projeto e receber uma imagem pronta, sem precisar escrever prompts enormes ou perder tempo ajustando detalhes técnicos”, afirma.

A proposta da empresa é permitir que profissionais enviem imagens de projetos, modelos 3D ou referências para gerar renders automaticamente. O Redraw foi pensado em uma proposta em que o cliente constrói os prompts de forma interativa, clicando em imagens e referências visuais que representam o resultado esperado. Assim, sem precisar escrever comandos técnicos extensos, o usuário consegue chegar mais rapidamente ao resultado que busca, reduzindo retrabalhos e adaptações ao longo do processo.
 

Para Kuhn, a tendência é que as plataformas de IA se tornem cada vez mais intuitivas nos próximos anos. “A tecnologia precisa ajudar no fluxo de trabalho, não criar uma nova barreira técnica. O foco do arquiteto deve continuar sendo o projeto”, diz.

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