Alpargatas tem 61,5 mi de pares vendidos
11 de maio de 2026
Redação

A Alpargatas, empresa dona dos icônicos chinelos Havaianas e da marca sustentável Rothy’s, fechou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo receita líquida de R$ 1,2 bilhão. Esse resultado foi impulsionado por um crescimento consolidado de 8,4% no volume de pares de Havaianas vendidos, que totalizou 61,5 milhões de unidades no Brasil e exterior, refletindo o bom desempenho das operações nacionais e internacionais. 

Além do avanço nas vendas, a companhia demonstrou uma sólida rentabilidade operacional ao registrar o melhor EBITDA trimestral da série histórica de R$ 300 milhões, com uma margem de 24,4%. “Os resultados consistentes nos últimos trimestres refletem nossa crescente competitividade em todos os mercados, canais e segmentos estratégicos, com aumento significativo da receita, ganhos de eficiência operacional e a retomada do crescimento internacional em volume e EBITDA. Também avançamos em decisões estruturantes, como o início do novo modelo de negócios nos Estados Unidos, um passo relevante para fortalecer nossa operação global”, explica Liel Miranda, CEO de Alpargatas.  

Ao ponto de vista da disciplina financeira, a Alpargatas manteve os investimentos em projetos prioritários. Para 2026, a companhia tem um plano de investimentos de R$ 243 milhões, direcionados a projetos de otimização, crescimento e sustentação das operações. Neste trimestre, já foram investidos R$ 28,2 milhões.  

Havaianas mantém desempenho sólido 

A marca Havaianas demonstrou um desempenho consistente no trimestre, com avanços tanto no mercado nacional quanto no internacional. 

No Brasil, a receita líquida alcançou R$ 909,1 milhões, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior, com 54,9 milhões de pares vendidos (+7,6%) e aumento de 4% no sell-out. A rentabilidade de Havaianas atingiu um novo patamar neste trimestre, estabelecendo recordes históricos para um primeiro trimestre com uma Margem Bruta de 49% e uma Margem EBITDA de 26%. Esse resultado continua impulsionado pela maior penetração de vendas em canais especializados e franquias, que proporcionam uma melhor equação de preço por par.  

Paralelamente, a operação internacional também registrou crescimento, com a receita líquida atingindo R$ 307,5 milhões, um aumento de 10,2%, impulsionado por uma base de custos otimizada para refletir a escala atual do negócio e as prioridades estratégicas de cada geografia, resultando em um avanço total de 14,8% no volume, com 6,6 milhões de pares vendidos.  

Na Europa, a marca registrou o sexto trimestre consecutivo de alta, com um crescimento de 18% (3,5 milhões de pares), um reflexo direto da confiança do consumidor e do fortalecimento da marca. O crescimento de volumes na operação no continente europeu é um fator central da recuperação de escala e margens na operação internacional. 

Nos Estados Unidos, a operação demonstrou um ponto de virada no primeiro trimestre de 2026. Este foi o primeiro período a refletir os resultados do novo modelo de negócio. A mudança na sazonalidade do novo modelo de negócio gerou uma expansão de 161,4% no volume, alcançando 1,2 milhão de pares.  

“Mantivemos investimentos em marketing alinhados à estratégia de fortalecimento de Havaianas em todos os mercados estratégicos, com foco em acelerar o crescimento e rentabilidade. No Brasil, esses aportes reforçaram a liderança da marca e deram suporte à execução em todos os canais. Nos mercados internacionais, consolidaram a retomada do crescimento na Europa e o turnaround nos EUA”, completa Liel. 

A performance de Rothy’s 

A marca de calçados e acessórios sustentáveis, fabricada e vendida no mercado internacional, apresentou receita líquida de U$ 46,8 milhões, um crescimento consistente de 7,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025, sinalizando boa demanda e capacidade de expansão no período.  

Neste trimestre a marca viveu um cenário de maior pressão de custos, que impactou a margem bruta, o principal ofensor foram as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos importados da China, no ano passado, que representou uma redução de 4,8 p.p. que foram parcialmente compensados por ganhos de eficiência logística. As despesas operacionais acompanharam o ritmo de crescimento da operação, que abriu 10 novas lojas comparado ao mesmo período do ano passado, e resultou em um crescimento de 9,8% na comparação anual.  

A companhia mostra grandes avanços de vendas com uma combinação entre um portfólio mais focado e um ritmo mais estratégico de lançamentos o que tem permitido ganhos claros em distribuição e qualidade de execução, impulsionando uma evolução sustentada do mix, com destaque para os segmentos masculino e infantil. 

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