Uma pesquisa nacional encomendada pela Obramax ao instituto Opinion Box, com 509 entrevistas realizadas entre 12 e 21 de maio de 2026, revela que 47,1% dos brasileiros fazem manutenção residencial predominantemente de forma corretiva. Ou seja, só agem depois que o defeito já existe. O levantamento também ouviu 135 profissionais de obras e reformas (mestres de obra, eletricistas, encanadores, engenheiros), que confirmam o padrão pelo lado de quem executa o serviço.
5 números que resumem o comportamento do brasileiro com a própria casa
O custo de esperar: até o dobro, segundo 39,3% dos profissionais
O adiamento tem preço. Do lado do morador, o impacto no orçamento é sentido por quase todos. Para 47,8% das famílias, o gasto com reparo emergencial provoca um “impacto moderado”, exigindo cortes de outras despesas, e para 19,7% chega a atrapalhar o pagamento de contas do mês. Já entre os profissionais entrevistados, o diagnóstico é direto sobre o tamanho dessa diferença de custo:
| Faixa de aumento de custo | % dos profissionais que relatam |
| Custa o mesmo valor | 11,9% |
| Até 50% mais caro | 38,5% |
| De 51% a 100% mais caro (o dobro) | 39,3% |
| De 101% a 200% mais caro (o triplo) | 8,1% |
| Mais de 200% mais caro | 2,2% |
Entre a população em geral, 83,1% concordam que “adiar sempre acaba custando mais caro no final”, uma percepção quase unânime, mas que na prática não se traduz em mudança de hábito.
Falta de dinheiro, não falta de consciência: 51,5% adiam por falta de orçamento
A pesquisa também derruba um estereótipo comum: o adiamento não é, na maioria dos casos, sinal de desinformação ou desleixo. Entre quem reconhece que costuma adiar reparos, os motivos mais citados são:
A dificuldade em achar profissional de confiança aparece de forma ainda mais forte quando a pergunta é direta. 77,8% dos brasileiros dizem ser difícil encontrar um profissional confiável para obras e reformas.
O que mais quebra em casa: infiltração e vazamento lideram com 46,1% cada
Entre os problemas mais recorrentes enfrentados pelos brasileiros nos últimos anos, o ranking é liderado por:
Levando em conta a manutenção por sistema da casa, a climatização é o item mais negligenciado. 28,3% dos brasileiros nunca fizeram nenhuma manutenção preventiva nesse sistema, seguido da impermeabilização (21,7%), justamente os dois sistemas mais associados à infiltração e mofo, os problemas mais citados no estudo.
Manutenção como investimento: 71,9% dizem que ela valoriza o imóvel
Apesar do comportamento reativo, a maioria dos brasileiros reconhece o valor de manter a casa em dia. 71,9% acreditam que a manutenção preventiva valoriza o imóvel para uma futura venda ou locação. É esse descompasso entre percepção e prática (saber que compensa, mas não conseguir fazer) que a Obramax buscou entender com a pesquisa.
“Na prática, o cliente pessoa física costuma chegar sempre surpreso, sem saber a real causa do problema. Já o profissional chega com uma necessidade mais direta: suprir a execução de um trabalho que já está em andamento. Essa diferença mostra o quanto o planejamento preventivo ainda não faz parte da rotina de quem cuida da própria casa”, afirma Rafael Sales, diretor comercial da Obramax.
Com os dados em mãos, a Obramax planeja usar o levantamento como base para orientar consumidores e profissionais do setor sobre a importância do planejamento preventivo. Ainda pretende aprofundar, em levantamentos futuros, recortes específicos sobre o custo da manutenção corretiva e o papel do profissional de confiança nesse processo.